Subiu as escadas. Parou na porta da sala de Dumbledore.
- Com licença. - Hermione entrou aos poucos na sala.
- Ah! sim, o que queres?
- Uma autorização para comprar bebida.
- Tão nova e já pensa em beber?
Hermione riu. - Não, não é isso. Quero presentear Severus.
- Ah! sim. - Dumbledore pegou a pena mergulhou na tina e escreveu num pedaço de papel.
- Espero que faço uma boa escolha.
- Sim, pode deixar.
Hermione estava no beco diagonal procurando algum presente para Severus. Entrou numa loja de queijos e vinhos.
- Vouz désirez, madame? - Um homem elegante perguntou admirando a jovem a sua frente.
- O que disse? - perguntou Hermione
- O que a senhora deseja? - Perguntou o jovem francês de 24 anos a sua frente.
- Ah...eu...eu...desejo - Hermione gaguejou com a beleza do jovem. - Um cabernet sauvignon e queijo Gorgonzola.
- Tem permissão para comprar vinhos ou já é de maior?
- Ah, está aqui a permissão.
- Quer ajuda ou prefere escolher sozinha?
- Ah, ajudar seria bom.
- Esse carbenet é excelente, acompanhado desse queijo aqui.
- Muitos compram?
- Ah! Poucos, é um conjunto muito caro. Poucos conseguem comprar. Apesar de caro.
- Quanto custa?
- Os dois saem por 900.
Hermione realmente não esperava isso tudo.
- Só tenho 500 no meu cartão. - Pensou Hermione.
- Sinto muito, mas não dá.
- Mostre-me outras opções acessiveis. Tenho 500.
Hermione andou mais um pouco e esbarrou em alguem.
- Lupin?
- Hermione? O que faz aqui? está sozinha? Onde está Severus?
- Calma, um pergunta de cada vez. - Hermione sorriu. Claro que estou comprando vinho.
- Você tem autorização?
- Do meu pai.
- Não entendi.
- Dumbledore me adotou.
- Nossa. Parabéns. - Lupin a abraçou. - Onde está Severus?
- Trabalhando, estou comprando um vinho pra presentea-lo.
- Por que não me chamou, eu sei qual vinho e queijo ele adora.
- Sério?
- Sério! Olha, ele prefere cabernet sauvignon e queijo gorgonzola.
- Eu sei, mas não sei a marca.
- Ahhh, sim. Você tem Tarapacá?
- Chileno?
- Sim, quanto custa?
- 800. - O Francês olhou para Hermione. - Ah, desculpe pelo equivoco, custa 400.
- Quanto tem Hermione? posso te ajudar.
- Não Lupin, obrigada, quero que me ajude a escolher o queijo.
- Esta marca aqui.
- Quantas gramas?
- 200 gramas.
- Espero que minha ajuda tenha servido. Tenho que ir, já fiz minhas compras. - Lupin pegou duas sacolas no balcão.
- Obrigada. Feliz Natal!
- Obrigado Hermione, Feliz Natal.
Depois que Lupin saiu, o francês voltou.
- O vinho e o queijo já estão no balcão.
- Ah! Não entendi por que você disse que custava 400.
- Oras apenas agradeça.
- Não, não vou levar um vinho que custa o dobro.
- Senhorita, não discuta. Tenho certeza que seu pai vai adorar.
Hermione ficou vermelha. - Vamos fazer o seguinte, na outra semana você volta e janta comigo. Que tal?
- Não.
- Por que?
- Esse vinho não é pro meu pai. É pro meu namorado.
Ele fitou-a por um tempo.
- Nossa e você quer levar um vinho pra um garoto, ainda mais um vinho caro. Que sacrificio.
- Ele não é um garoto, e ele vale mais do que todos os vinhos reunidos nessa loja. - Hermione se irritou.
- Me dê seu cartão. - O rapaz tomou da mão dela e entregou pro balconista passar. - Sem discurssão, não precisa vir jantar comigo, é um presente.
- Mas eu não quero levar.
- Mas ele já passou. A senha?
- Ah você colocou 400 do vinho e 30 do queijo?
- Não senhor, o senhor não avisou. - Falou o balconista.
Hermione já tinha colocado a senha e confirmado, o papel saiu normalmente.
- Você disse que tinha apenas 500?
- Acho que acrescentaram a minha conta. - Falou Hermione pasmada.
- Está bem. Volte sempre - O Francês olhou maliciosamente, entregou as sacolas e desejou um feliz natal.
Hermione saiu daquela loja um pouco feliz por ter comprado vinho pro seu amor.
Chegou em Hoqwarts, guardou o vinho e o queijo.
Trocou de roupa e caiu na cama.
Hermione acordou com um humor incrivel, estava feliz e já era Natal, recebeu cartas dos amigos, era de se esperar que não recebesse presente, Severus andava muito ocupado, Dumbledore poderia ter coisas mais importantes para fazer.
Não se importou muito com coisas tolas. Depois de ler as cartas dos amigos, Hermione resolveu escrever para eles também. Após dispachar a coruja, Hermione foi tomar um banho, parecia mais uma meditação, um momento de relaxamento, aquela água quentinha caindo sobre o corpo dela. Tão relaxante, poderia até dormir no banheiro, mas a fome fez com que ela saisse mais rápido daquele momento.
Vestiu uma calça jeans, uma bota, uma camisa de frio, um casaco, e desceu para o refeitório.
Havia alguns alunos, a mesa dos professores estavam vazias. Tomou um chocolate quente, nada melhor para aquecer o corpo num dia de inverno.
Não havia muita coisa a fazer em Hogwarts, lembrou de Hagrid, um amigo que não via há algum tempo.
Bateu na porta mas foi em vão.
- Ele não está! - Severus olhou para ela, ele estava parado com as mãos no bolso esperando alguma atitude dela. - Viajou.
- Oi Severus, Feliz Natal! - Hermione aproximou para abraça-lo.
- Não!
- O Que?
- Há alunos acordados, não reparou?
- Ah, desculpa. - Hermione baixou os olhos por se sentir estupida e envergonhada.
- Feliz Natal!
Hermione olhou pra ele e sorriu.
- Vai trabalhar hoje a noite?
- Não sei. Ainda falta alguns pergaminhos para terminar.
- Se não for pedir muito, eu queria passar uma horinha com você.
Severus riu.
- Está bem. As 9 horas nos meus aposentos.
Severus esperou que ela passasse na frente, ao fazer isso Hermione apenas tocou na mão dele, já que não podia beijá-lo.
Essa distancia, essa ansia por querer os beijos e os toques, deixavam-nos excitados.
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