- Se não lembra, eu sei aparatar.
- Pare de ser criança.
- Ah! Claro, e precisa me lembrar que sou o que? 20 anos mais nova? não Severus, obrigada, sei que ainda sou "infantil" Agora se me der licença quero passar.
- Não, não vai passar.
- Sai do meio, ou eu.. - Hermione puxou a varinha em direção à Severus.
- Nâo me faça rir. Vai fazer o que?
Hermione baixou a varinha. Avançou em direção a Severus, e tentou afastá-lo com as mãos, mas foi em vão.
- Sai do meio.
Severus riu da Hermione, ela já estava para chorar, não tinha coragem de lançar um feitiço em Severus, muito menos queria sair daquela casa, mas estava confusa sobre ele e Narcisa.
- Você já me iludiu demais, quero sair, me deixa. - Hermione falou sem conseguir segurar as lágrimas.
- Hermione... - Severus enchugou as lagrimas de Hermione com a lingua e depois deu um beijos nela, mas ela não respondeu.
- Você está com pena de mim, e não preciso disso.
- Hermione, eu te amo, e nem Narcisa, nem ninguem vai me tirar de você. Eu te amo, e pra sempre vou te amar.
- E, por que ela te segue? Por que ela não te deixa só pra mim?
- Hermione, não se preocupe, eu resolverei isso, nem que para isso eu precise matá-la.
- Te amo. - Hermione deu um selinho em Severus. - Preciso pegar algo. - Hermione se abaixou e pegou o anel colocando-o no dedo.
Snape subiu para o quarto e lá adormeceu, enquanto Hermione preparava um filet.
Na manhã seguinte os dois foram para a Ordem.
- Hermione. - A Felicidade foi geral, todos a abraçavam.
- Socorro! - Falava Hermione ao ser sufocada pelo abraço da Srª Weasley.
- Ora ora, vejam só. A Srª Snape por aqui. - Narcisa caia na gargalhada com o tom ironico que fez ao se dirigir a Hermione.
- Ora ora, se não é a megera que matou o próprio filho.
- HUmmmm, não reclame menina tola. Sei que você agradece, já que meu filho te estuprou.
- Ele o que? - Perguntou todos da sala. Os olhares incredulos pairavam sobre os de Hermione.
- Eu não me lembro. Eu estava sobre a maldição imperius, eu.. - Hermione começou a chorar e saiu correndo. Severus foi atrás dela.
- Tadinha. - Narcisa ria ainda mais.
- Saia daqui sua vibora, antes que eu te mate.
- Vai me matar potter?
- Não! Eu te mato. - Sirius lançou o Avada Kedavra sobre o corpo de Narisa.
- E agora? O que faremos com o corpo dela? - Perguntou Rony.
- Nada! - Dumbledore entrou na sala com um pergaminho em mãos. - Tenho uma permissão do Ministério para capturá-la viva ou morta.
- Como assim? - Perguntou Sirius curioso.
- Ela matou os pais de Hermione.
- O que? - Hermione entrou na sala. Teve um choque com a noticia, viu o corpo de Narcisa no chão. Hermione abraçou Severus o choro de Hermione era de dar pena, chegava a gritar. - Não, é mentira. - E chorava mais, até que teve um desmaio.
- Eu a levarei para o seu quarto. - Disse Severus à Sirius, que apenas asentiu.
Snape subiu as escadas, abriu a porta do quarto de Sirius e deitou Hermione na cama.
- Severus, se precisar de qualquer coisa, estarei lá em baixo. - Sirius falou.
- Obrigado!
Sirius saiu do quarto fechando a porta. Snape deitou ao lado de Hermione, admirava a beleza dela, tirou uma mecha do rosto dela e beijou os lábios de Hermione.
- Hum? Severus? - Hermione acordava aos poucos com o beijos de Severus. - Meu pai, onde ele está? - Hermione estava se levantando, mas Snape a segurou.
- Hermione, sinto muito.- Severus a abraçou.
Hermione desabou em choro. - O que será de mim? Só tenho você.
- Venha!
Hermione ficou sem entender aonde ele queria levar.
- Você verá seus pais. - Snape falou estendendo a mão.
- Severus. - Hermione falou num tom choroso e melancolico.
Hermione teve uma vertigem repentina.
- Hermione? Você está bem?
- Não. Ai!
- Hermione?
- Nada, senti apenas um calafrio, estou melhor.
- certeza?
- Sim, tenho certe... Ai! - Hermione sentiu um liquido escorrer pelas pernas. - Minha mão!
Severus pegou no pulso de Hermione e sabia muito bem o que tinha acontecido.
Hermione desmaiou nos braços de Severus, e este a levou para St.Mungos.
Horas depois Hermione acorda num leito de Hospital, e ainda vestida numa bata.
- Com licença!
- Ah! Já acordou SrªGranger, que bom. Chamarei o SrºSnape. - Disse a enfermeira.
- Olá minha linda flor. - Severus a beijou
- O que tive?
- Precisa ser forte, muito forte.
- Eu perdi o bebe não foi?
- Hermione, sim você perdeu. Nós perdemos. - Snape falou triste.
- Mas por que?
- Além de torturas que seu corpo sofreu. O seu pscologico foi afetado.
Hermione baixou a cabeça.
- Eu não queria perder mais nada nessa vida. Não quero te perder.Me dê outro filho, por favor.
- Dou quantos você quiser.
- Quanto tempo tenho que esperar?
- Pouco tempo, mas precisa ficar em repouso. Dumbledore disse que quando estiver melhor, poderá voltar a Hogwarts. O ano letivo ainda não acabou.
- Quero voltar o mais rápido possivel.
- Está bem. Mas agora descanse.
O velório da Srª e do Srº Granger foi muito triste.
Todos vestiam preto, até Dumbledore usava um traje especial. Todos sabiam que Hermione precisava de um apoio, ela ainda era nova, mas precisava ser forte. Faltava um ano para o Niems. Ela tinha um futuro brilhante, não poderia deixar os estudos de lado.
As pessoas ao redor vestiam preto e seguravam seus guarda-chuva cor preta respectivamente. Chovia muito, mas não ventava, as gotas caiam rente. O choro de Hermione era abafado pelo barulho da chuva que tocava as gramas e a sepultura de seus pais sendo lacrado. O ar era melancolico, via-se o olhar de tristeza dos amigos de Hermione, de Snape e o choro de Hermione.
Hermione segurava Snape, a dor que Hermione sentia era muito grande, perder alguem era o mesmo que se sentir sozinho no mundo.
Assim sentia Hermione.
Após toda a reza, após velarem a sepultura do Sr. e da Sra.Granger. Hermione queria reunir tudo, guardar as fotos de familia. As roupas da mãe e do pai, os perfumes, tudo era uma lembrança.
- Quero ir sozinha. - Falou Hermione para Severus.
- Estarei na minha casa.
- Severus.
- Sim?
- Te amo! - Hermione deu um selinho demorado, afastou e aparatou para dentro de sua casa.
Subiu ao quarto de seus pais, percebeu o tapete do quarto emborcado, o quarto estava um pouco bagunçado.
Abriu o guarda roupa dos pais, tocou os tecidos. Os olhos marejaram.
- Sinto tanta falta. - Hermione pensou. - Venderei essa casa. - Pensou hermione decidida.
Juntou as roupas numa caixa, os perfumes, as joias, os sapatos, ela ia se desfazer de tudo, os moveis da casa, o carro, tudo. Era uma decisão.
O trabalho demorou três dias até que Dumbledore bate na porta.
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